Batata-doce BRS Prenda rende 50 t/ha e resiste a pragas
Batata-doce BRS Prenda é a nova aposta da Embrapa Clima Temperado para quem busca produtividade de até 50 t/ha com menor pressão de pragas. A cultivar biofortificada alcança mais de 2 kg por planta, mantém qualidade por três meses em temperatura ambiente e promete reduzir gastos com defensivos graças à resistência natural a insetos e doenças.
Genética pensada para alto rendimento e menos insumos
Resultado de oito safras consecutivas de avaliação em Pelotas (RS), a BRS Prenda combina elevada concentração de carotenoides — que a coloca na categoria dos “superalimentos” — com ciclo de 120 a 140 dias. Segundo o pesquisador Luis Antônio Suíta de Castro, a seleção priorizou aparência, valor nutricional e facilidade de colheita. O desempenho de 50 t/ha supera a média nacional da cultura e pode ampliar a rentabilidade onde o produtor já utiliza sistemas de irrigação ou solos de alta fertilidade.
Outro diferencial importante é a tolerância a pragas e doenças, atributo que diminui a necessidade de aplicações químicas e atende às exigências de mercados que remuneram boas práticas de sustentabilidade. Detalhes sobre pesquisa em melhoramento genético de batata-doce podem ser consultados no site da Embrapa.
Arquitetura compacta facilita manejo e logística
As ramas curtas e eretas formam um “canteiro organizado”, reduzindo o enrosco na hora da mecanização e deixando a colheita mais ágil. As raízes apresentam casca rosada e polpa amarelo-intensa, combinação que atrai a gastronomia gourmet pela coloração diferenciada em purês, chips e gnocchis.
Após a colheita, a cultivar passa por período de cura um pouco maior que o usual, processo que intensifica a doçura. Mesmo assim, o tempo total de armazenamento chega a 90 dias sem perda significativa de qualidade, janela que ajuda o produtor a negociar a venda fora do pico de oferta.
O que muda para o produtor na prática
Na lavoura, a BRS Prenda entrega três vantagens imediatas:
- Produtividade: potencial de 2 kg por planta em cultivos bem conduzidos;
- Economia: menos aplicações de defensivos graças à resistência a pragas;
- Operação: ramas compactas reduzem mão de obra e tempo de colheita.
A cultivar foi obtida a partir de materiais fornecidos por agricultores do Sul e já demonstrou ampla adaptação às condições edafoclimáticas da região. A expectativa da Embrapa é que o material chegue gradualmente a outras praças, ampliando a oferta de batata-doce com valor agregado em cor, sabor e nutrientes.
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Crédito da imagem: Canalrural Fonte: Canalrural
