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Cooxupé projeta 6,8 mi de sacas de café para 2026

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Cooxupé prevê 6,8 milhões de sacas de café em 2026, sinal claro de que a maior cooperativa cafeicultora do país aposta em uma retomada robusta da safra arábica. Se confirmada, a marca representará alta de 11,9% sobre o volume recebido em 2025 e pode redefinir a disponibilidade de grãos para o mercado interno e para a exportação.

Safra maior e clima favorável dão fôlego ao arábica

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De acordo com o presidente da cooperativa, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, a projeção considera um avanço aproximado de 20% na produção regional, reflexo de condições climáticas mais estáveis e da recuperação de lavouras que vinham de ciclos de produtividade mais baixa. Do total estimado, 5,8 milhões de sacas deverão ser entregues pelos próprios cooperados, enquanto 1 milhão virá de produtores terceiros.

O dirigente afirma que gostaria de alcançar 7 milhões de sacas, mas pondera que o objetivo oficial, por ora, permanece nos 6,8 milhões. A expectativa acompanha análises recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que apontam tendência de alta para o arábica em 2026 graças à combinação de clima favorável, renovação de talhões e melhor manejo nutricional.

Exportações devem atingir 4,4 milhões de sacas

No bloco externo, a Cooxupé calcula embarcar 4,4 milhões de sacas, ajuste revisado após números preliminares divulgados mais cedo. A cooperativa encerrou 2025 praticamente sem estoques, consequência de uma safra menor no ano passado aliada à forte demanda global.

Melo reconhece que 2026 poderá exigir cautela logística: “Mesmo com mais café, o cenário geopolítico pressiona custos de diesel e frete marítimo”, observa. A guerra no Golfo Pérsico, acrescenta, já elevou tarifas de transporte e levou a cooperativa a abandonar o plano de montar um entreposto na Arábia Saudita.

O que muda na prática para produtor e mercado

Para o produtor cooperado, volumes maiores tendem a diluir custos de operação e ampliar a margem, especialmente se o câmbio continuar favorável à exportação. Já compradores domésticos podem encontrar espaço para negociar preços, mas o impacto dependerá da estabilidade logística e dos efeitos da tensão internacional sobre combustíveis.

No mercado externo, a elevação dos embarques da Cooxupé reforça a oferta de café arábica de qualidade num momento em que torrefadoras buscam segurança de suprimento. Ainda assim, custos adicionais de frete podem limitar descontos significativos ao comprador final.

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Ao consolidar um plano de recebimento mais ambicioso, a cooperativa também sinaliza confiança na retomada produtiva do cinturão mineiro e paulista, algo que pode servir de termômetro para outros polos cafeeiros do país.

Para acompanhar mais análises sobre produtividade, custos e tendências econômicas no campo, visite nossa editoria de lavoura digital e econômica.

Crédito da imagem: Forbes Fonte: Forbes

Francisco devruk

Francisco

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