Agrorobótica e Gestão de Dados

Fertilizantes Heringer reduz prejuízo em 85% no balanço 2025

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Fertilizantes Heringer encerrou 2025 com prejuízo líquido de R$ 172 milhões, 85% menor que o rombo registrado em 2024, sinalizando avanço na virada operacional e impacto direto na competitividade de preço e margem para produtores atendidos pela companhia.

Resultado ainda negativo, mas em trajetória de recuperação

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Apesar do saldo vermelho, a fabricante controlada pela Eurochem viu a perda encolher de R$ 1,1 bilhão para R$ 172 milhões em doze meses. O corte no prejuízo decorreu, principalmente, de uma variação cambial positiva de R$ 410,7 milhões, proporcionada por um dólar mais barato (R$ 5,50 no fim de 2025 contra R$ 6,19 um ano antes). A receita líquida, porém, recuou 11%, para R$ 4,09 bilhões, reflexo de queda de 24% no volume comercializado.

No recorte trimestral, a volatilidade segue alta: depois de abrir o ano com lucro de R$ 59,7 milhões, a empresa amargou perdas de R$ 28 milhões, R$ 13 milhões e R$ 189 milhões nos três períodos seguintes. O Ebitda de 2025 ficou negativo em R$ 176,1 milhões, 8,4% melhor que em 2024, mas ainda aponta compressão de margem.

Portfólio premium ganha peso e muda o mix de vendas

Para conter a erosão de rentabilidade, a Heringer aumentou a oferta de produtos premium, de 288 mil toneladas em 2024 para 324 mil toneladas no último exercício. Já os fertilizantes convencionais caíram de 1,8 milhão para 1,2 milhão de toneladas. O movimento elevou a participação de soluções de maior valor agregado e tende a garantir preços mais estáveis ao produtor, especialmente em culturas que exigem adubação diferenciada.

Entre as culturas atendidas, o café respondeu por 31% das vendas, seguido por milho (23%), soja (21%) e cana-de-açúcar (9%). O milho foi o destaque de ganho de espaço no mix anual.

Ajuste de plantas e troca no comando marcam o ano

Ao longo de 2025, a empresa hibernou três unidades (Rio Verde-GO, Ourinhos-SP e Iguatama-MG) e manteve outras duas já paralisadas. Em contrapartida, reativou a fábrica de Paranaguá-PR, próxima ao porto, de olho na logística de importação de matérias-primas e nos R$ 200 milhões que a Eurochem promete investir no Brasil.

O período também foi turbulento na gestão: a cadeira de CEO mudou três vezes em oito meses, culminando, em fevereiro de 2026, na nomeação de Gustavo Oubinha. A Eurochem reforçou ainda o conselho com executivos russos, indicando alinhamento estratégico ao grupo controlador sediado na Suíça.

Perspectivas para a demanda de fertilizantes no país

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No balanço, a companhia projeta consumo brasileiro estável em torno de 46 milhões de toneladas em 2026. A estimativa acompanha a visão de mercado divulgada pela Conab, que aponta continuidade do ritmo de aplicação de nutrientes, sustentado pela expansão de área e pela busca de maior produtividade.

Ao sinalizar recuperação financeira e foco em produtos premium, a Heringer tenta reforçar confiança de produtores que dependem de adubação customizada para ganhos de produtividade e redução de custo por hectare. Para seguir acompanhando movimentos que afetam rentabilidade e estratégia no campo, visite nossa editoria de lavoura digital e econômica.

Crédito da imagem: Agfeed Fonte: Agfeed

Francisco devruk

Amiltom

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