AgXeed Series 7 eleva potência e horas de trabalho no campo
AgXeed Series 7 chega com 230 cv, maior capacidade de levante e até 24 horas de operação autônoma, prometendo substituir tratores de 250 a 400 cv sem ajustar o preço e colocando à prova a viabilidade econômica em propriedades de 500 ha.
Potência de 230 cv e tração reforçada para tarefas pesadas
Testado em uma fazenda de 500 hectares no sudoeste da França, o robô trabalhou dia e noite com um cultivador de 6 m, superando a limitação de tração observada na geração anterior (Series 5). O novo chassi recebeu esteiras reforçadas e o motor Deutz foi reposicionado longitudinalmente, melhorando a distribuição de peso e o acesso para manutenção. O tanque de combustível subiu de 350 L para 520 L e o de AdBlue de 30 L para 50 L, garantindo entre 15 e 24 horas sem parada.
Levante de 9 t na traseira e PTO mecânico duplo como padrão
O engate traseiro agora suporta 9 t, enquanto o dianteiro chega a 4 t e passa a contar com TDP mecânica de 1.000 rpm. Quem precisa de PTO elétrico ainda deve optar pela Series 5, ponto decisivo na escolha do modelo. Com cerca de 8 t de peso vazio e largura menor que 2,55 m, o equipamento dispensa licença especial para transporte rodoviário.
Preço congelado em € 320 mil e assinatura de conectividade
Apesar dos upgrades, o preço de lançamento permanece em cerca de € 320 mil (≈ US$ 345 mil). O pacote inclui três anos de sinal RTK, SIM e acesso ao software TraXwise; depois, a assinatura sai por € 5 mil anuais. A AgXeed também reduziu o valor da Series 5 para € 240 mil, abrindo espaço para quem exige menos potência.
Software evolui, mas exige planejamento minucioso
O TraXwise ficou mais intuitivo para implementos rebocados, mas ainda não aceita manobras em ré. Durante uma jornada de cinco horas, quatro paradas foram registradas: duas por raio de giro mal configurado e duas por entupimento do implemento, que desviou a máquina da rota planejada. Ou seja, o hardware já entrega, porém a curva de aprendizagem em mapeamento e ajustes continua sendo um gargalo.
Quando a conta fecha em uma fazenda de 500 ha?
No cenário analisado, cerca de 500 horas de trator ao ano poderiam ser substituídas, economizando perto de € 10 mil em mão de obra. Em cinco anos, o ganho potencial passa de € 50 mil, mas a rentabilidade dependerá de como o robô será usado após o período de preparo do solo, já que operações de colheita, pulverização e adubação ainda pedem máquinas convencionais.
Meta de 100 robôs até 2026 e dúvidas que permanecem
A AgXeed entregou 18 unidades na Europa e mira 100 até 2026. A robustez mecânica parece consolidada, mas a adoção em larga escala depende de confiança no software, logística de abastecimento e uso integral da máquina ao longo da safra. Estudos da Embrapa sobre agricultura de precisão reforçam que o sucesso financeiro de sistemas autônomos passa por planejamento detalhado e compatibilidade de implementos.
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Crédito da imagem: Futurefarming Fonte: Futurefarming
